A Prefeitura de Manaus, por meio do Conselho Municipal de Cultura (Concultura), promoveu, no fim de semana, o evento “A Maior Poesia de Improviso do Mundo”. A programação cultural, com entrada gratuita, ocorreu no tradicional Luso Sporting Clube, no Centro, zona Sul da cidade.
O grande destaque da programação foi o renomado cordelista e repentista pernambucano, Oliveira de Panelas, que encantou os presentes com sua habilidade em improvisar versos e narrar histórias da literatura de cordel.
Na celebração, Oliveira recebeu uma placa de homenagem do Concultura, entregue pelo presidente do Concultura, Tony Medeiros, em reconhecimento à sua significativa contribuição à cultura popular brasileira.
“Esse era o meu sonho, eu sempre pensei grande. E nessa ‘A Maior Poesia de Improviso do Mundo’ ainda não tinha alguém que tivesse feito nem uma hora de improviso. Então, eu fiz mais de uma hora me superando a mim mesmo”, destacou o cordelista Oliveira das Panelas

Recital de cordel
Além da apresentação de Oliveira, o evento contou com uma série de atividades, incluindo recitais de cordel com poetas amazonenses, como Gui Cordel, Bento Sales, Julian Repentista, Joel Marinho, Alex Alves, Kayla Alves e Bosco Poeta, Conselheiro Municipal de Literatura.
“Estamos celebrando os cem anos de cordel, de literatura e poesia na Amazônia. E o nosso objetivo nesse momento é engrandecer e prestigiar esses eixos culturais em Manaus”, afirmou o presidente do Concultura, Tony Medeiros.
Poesia de improviso

Momentos de gravação de poesia de improviso também foram realizados, permitindo ao público vivenciar a espontaneidade do repente.
Adicionalmente, workshops e palestras promoveram discussões sobre a importância da literatura de cordel e do improviso na cultura brasileira.
“A Maior Poesia de Improviso do Mundo” não apenas entreteve, mas também educou e democratizou o acesso à literatura, promovendo um intercâmbio cultural entre as tradições do Nordeste e a produção artística do Norte.
O evento reforçou a importância da cultura popular em Manaus, criando um espaço de valorização da palavra falada e escrita, e consolidou-se como um marco na agenda cultural da cidade.
Além de celebrar a memória de Geraldo Rodrigues e os cem anos de Cordel na Amazônia, esse encontro, entre as culturas amazônica e nordestina, fortalece os laços culturais e históricos entre as duas regiões.
