O Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), realizado em outubro do ano passado. revelou um cenário preocupante envolvendo os estudantes do último ano de cursos de Medicina.
Mais de 30% dos cursos de medicina no Brasil tiveram desempenho insuficiente no exame.
Dos cerca de 39 mil alunos que fizeram a prova, quase 13 mil acertaram menos de 60% das questões.
Entre as faculdades que tiveram desempenho zerado ou insuficiente no Enamed, os alunos não sabiam como lidar com situações básicas do atendimento clínico, como a avaliação de dor de cabeça.
O resultado faz parte de um levantamento feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Alerta sobre a má formação de futuros profissionais
A falta de conhecimentos básicos entre os alunos finalistas acendeu o alerta sobre a má qualidade da formação médica e os riscos para a segurança dos pacientes.
O resultado expôs falhas em conhecimentos considerados básicos do atendimento médico, como diagnóstico de dengue, avaliação de dor de cabeça e prescrição de medicamentos.
Em uma pergunta sobre conduta diante de sintomas graves de dengue, 66% dos reprovados erraram a resposta.
Avaliação de dor de cabeça
Em outra, sobre investigação de dor de cabeça persistente com sinais de alerta, 65% não souberam indicar um exame simples de sangue.
Já em uma questão sobre tratamento da doença de Parkinson, 56% erraram os medicamentos indicados.
O Ministério da Educação informou que faculdades com baixo desempenho poderão sofrer sanções, como redução de vagas ou suspensão de novas matrículas, além de passar por processos administrativos.
