“O principal problema da saúde pública no Amazonas não é a falta de recursos, mas a gestão!” A declaração é do candidato ao Governo do Amazonas, Omar Aziz (PSD) e foi feita hoje (15-set), na entrevista à TV Amazonas.
Omar garantiu que realizará, nos primeiros dias de um eventual governo, uma força-tarefa para reduzir a fila do Sistema de Regulação (SisReg).
A proposta prevê parcerias com hospitais, clínicas e laboratórios privados para ampliar a capacidade de atendimento e acelerar a realização de consultas, exames e procedimentos que aguardam regulação.
Atendimento rápido nos hospitais

Para Omar, a prioridade é garantir que o paciente tenha acesso ao atendimento necessário dentro do tempo adequado, evitando que problemas inicialmente tratáveis evoluam para situações mais graves.
Mudança na gestão dos hospitais
Ainda na entrevista, Omar explicou que vai encerrar o modelo de gestão por Organizações Sociais de Saúde (OSS) na urgência e emergência dos hospitais estaduais.
Para Omar, o setor precisa ser gerenciado diretamente pelo Estado e ter como prioridade a resolutividade dos atendimentos, reduzindo a demora enfrentada pelos pacientes na rede pública.
As OSS funcionam por meio de parcerias entre o poder público e entidades privadas para a administração de hospitais e unidades de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Burocracia e demora no atendimento
O modelo estabelece limites para os atendimentos e pode contribuir para a demora na realização de procedimentos que deveriam ser feitos em tempo adequado.
Omar usou como exemplo pacientes que chegam aos prontos-socorros após sofrerem uma fratura e são estabilizados, mas precisam aguardar meses ou até anos por uma cirurgia.

Segundo o candidato, a demora pode agravar o quadro e provocar consequências permanentes.
“Você entra no pronto-socorro todo quebrado. Lá você é estabilizado, mas precisa fazer uma cirurgia. Aí você vai para a cirurgia. Depois de um ano, um ano e meio, você não consegue fazer a cirurgia. Você fica com o braço ou com a perna… perde uma parte do corpo, fica com aquela deficiência. Só que, para você fazer uma cirurgia depois, você tem que quebrar o braço novamente. A pessoa não vai mais. Porque não foi feita na hora certa”, explicou.


